segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A nova ordem mundial

Acompanhando pela televisão a visita do presidente Obama ao Brasil, e sabendo da importância de seu país, hoje e nos últimos cem anos, no cenário mundial, sendo a palavra de ordem neste pequeno planeta que ainda é verde, mantendo esta hegemonia pelos próximos setenta anos, vendo isto, e tendo acompanhado um pouquinho da historia mundial, vejo que o império ainda neste século deverá passar o cetro.

Qual será a nova palavra de Ordem, Amarelo ou Verde Amarelo? Quem será o escolhido, o povo da Arca ou da Muralha? Por dois séculos os norte americanos ditaram as normas. Por quantos séculos o sul americano será o líder da integração mundial? A nova palavra não será somente o econômico. A economia continuará importante, mas não será a base primordial da sociedade. Terá de caminhar de mãos dadas com a solidariedade, fraternidade, tolerância, compreensão e preservação. Esta última dá o significado amplo da nova maneira de viver que o homem precisa, neste nosso pequeno gigante planeta.

Somente duas nações tiveram o privilégio de receber todos os povos e abrigar sob um mesmo sonho dando a todos as mesmas oportunidades. A duas a do Norte e a do Sul foram implantadas em terras tomadas à força de seus senhores. A história é a mesma: nativos massacrados para dar lugar a uma nova sociedade, negros africanos escravizados. As duas, com o passar dos anos, estão criando mecanismos para se redimirem destes crimes contra o homem.

Nestes últimos duzentos anos, dois nomes foram fortemente falados em todos os cantos do mundo. Como os locais de se realizarem todos os sonhos: Estados Unidos da America e Brasil. Milhões de pessoas abandonaram seus países para criarem estas novas sociedades, as duas grandes Arcas. O gigantismo dos dois não impediu que se criasse uma nova sociedade com apenas um idioma falado, originária de todos os povos da terra, mistura de todas as raças e harmonia das religiões. Fora as duas, qual outra nação recebeu tanta gente e deu tantas oportunidades a todos?

Como disse Obama em seu discurso, futuro chegou, nós não somos mais o país do futuro, somos o futuro. Temos pouco mais de meio século para ocuparmos a liderança das discussões do destino do homem, não esquecendo que a palavra de ordem não será dinheiro ou força bélica, mas sim PRESERVAÇAO. A palavra mais importante deste novo milênio. Temos que preservar nossa liberdade, nossa historia, individualidade, religião, sexualidade, livre pensar e a natureza para a continuidade da espécie.

Não temos o direito.

No século passado, quando ainda advogava, fui procurado por uma senhora para providenciar o suprimento de idade de sua filha, então com quatorze anos de idade, para que a mesma pudesse se casar. Perguntei qual era o motivo que a levava a casar a filha tão criança. Disse-me que a filha tinha tido relação com o namorado e tinha que casar. Perguntei se a filha estava grávida, respondeu que não. Tentei todos os argumentos possíveis para que ela desistisse da idéia, pois para mim ela estava completamente errada, a filha era uma criança e o casamento dificilmente daria certo. Eu estava certo em relação ao casamento, não deu certo, mas estava errado em relação a vida.

Desta união nasceu uma linda menina. Estava errado em interferir na vida daquela menina. Se tivesse me ouvido, passados quase trinta anos eu não veria passar em frente a minha casa uma moça linda, fruto daquele casamento passeando com uma bela criança fruto do seu casamento. Vendo esta cena uma pergunta fica martelando minha cabeça.

Que direito temos de interferir na vida de outras pessoas?

Se dependesse de mim elas não estariam aqui.

sábado, 15 de outubro de 2011

Carta para Janaina

Quando fisicamente você estava conosco, sempre te disse que se existisse alguém que tivesse direito de ser o dono da Praça da Liberdade, esta pessoa seria você, pois você era a pessoa que mais representava a essência da Praça e de seu nome. Neste curto tempo que passou aqui, você realmente foi a pessoa que soube escolher o caminho a trilhar. Filha de uma das nossas mais tradicionais famílias, soube, desde criança, escolher o que queria da vida. Como bonitense, igual a você, eu também estranho. Sempre te olhei com muita admiração. Como era gostoso ir à praça, como faço quase todos os dias, ficar olhando você e sua família usar o gramado, como se deve usar, o palco da vida. Tnho na memória você com seus malabares, com toda a delicadeza que sempre teve, flutuando por sobre a grama. Vem na lembrança seu namorado correndo descalço atrás do bebê, agarrando-o e rolando no gramado como se fossem um. Tenho ciúmes do gramado, mas vocês tinham direito à ele, pois foi criado para que exercitassem a liberdade. Vocês entenderam realmente para que serve uma praça. Sempre tendo, por ela, o respeito e a delicadeza merecida. Aí veio a proibição: vocês não tinham autorização para comercializar seus produtos no próprio reino, uma bela piada , pois você era nossa única representante no universo hippie.


Com sua partida muito se perdeu. Sua família, seus amigos, a cultura, o teatro perdeu seu porta estandarte, com isto perdeu-se o entusiasmo. Eu perdi, a praça perdeu parte de seu encanto e a liberdade saiu perdendo. Se perdeu alguém que consegue provar para a sociedade o quanto é importante o livre arbítrio. Isto você soube fazer. Fez escolhas que agrediram a vários, mas foi feliz neste curto tempo que aqui esteve e mostrou como foi importante para aqueles que a conheceram. Ao partir, deixou um grande vazio, mas fazer o que? A trupe do chefe estava precisando de você.


Bem, estou escrevendo esta carta para fazer um desabafo. Tenho certeza que de vez em quando você aqui está acompanhando o que eternamente será teu. Como sempre acontece em nossa cidade, estamos perdendo terreno para o modismo e a ignorância. Graças a estas pessoas (não tenho adjetivos para classifica-las) nossa praça que, desde o tempo de nossos avós, se chamava "Da Liberdade", está perdendo o nome. Mesmo quando era um alagado com um campinho de futebol, onde jogaram grandes nomes do nosso futebol, Homero Antunes, Americo Medina, Quito, Cuinha, Lula, os filhos da dona Nita e muitos outros. Agora estas novas personagens, que aqui estão de passagem, não escreveram historia em suas terra de origem e nem tampouco aqui farão. Estão mudando o nome de nossa Praça, confundindo seus novos enfeites com o seu verdadeiro nome. Ao invés de chama-la "Praça da Liberdade", estão chamando de "praça das piraputangas". Hoje escuto esta barbárie na radio, na rua. Dependendo deles, em pouco tempo a Liberdade desaparece. Voltando aos nossos atletas, duvido que estas pessoas que estão mudando o nome de nossa Praça, já ouviram falar seus nomes ou se preocuparam em saber da história de sua nova casa .


Janaina, estou escrevendo para você porque sei que entende o que eu estou sentindo.


Em tempo: a Fernandinha também anda brava.


Está tendo na cidade, caça talentos. Pena você não estar aqui fisicamente para ensinar a esta criançada, como sair da cristaleira e dar seu grande passo de liberdade, soltar o talento trancafiado.


Saudades de um fã.



segunda-feira, 26 de setembro de 2011

"Para que serve o conhecimento arquivado? Há duas maneiras de ver o conhecimento: o só meu e o coletivo. Tem que ser mostrado, discutido e implantado. Em um país pobre como o nosso, não interessa quanto sacrifício custou o seu conhecimento, ele tem que ser dividido, senão perde o sentido de tê-lo. "


Um velho amigo professor universitário em outras bandas (entre outros inúmeros que tenho) leu um de meus artigos, me abraçou e disse: - pena que o jovem que ler só vai entender quando tiver mais de trinta e cinco anos. Fiquei feliz por ter um pensamento, triste pelo tempo perdido, não meu, mas daqueles que hoje não entendem o que falo ou escrevo.



Lembrando das palavras do sábio professor Adelino, (quem o conhece o trata assim) uma pessoa incrível, resolvi escrever esta matéria. Novamente o tema é o estudar. Sempre irei repetir algumas coisas já escritas.



Também um professor alemão que aqui esteve para fazer um trabalho para seu pós doutorando, passou uns vinte dias comigo. O tema de seu estudo é o trabalho por mim criado: O modelo de gestão, ou Voucher Único. O professor peguntou-me se alguém na cidade entendia o que eu escrevia, até pediu desculpas para fazer a pergunta. Coisa de gente civilizada. Respondi que poucos entendem o que escrevo ou o que falo.



Tudo começou no século passado, na primeira administração do atual prefeito, quando este resolveu doar a melhor área verde da cidade para que uma escola particular, ligada a maçonaria, implantasse no local uma Faculdade. Como sempre, toda a cidade aplaudiu em pé, como sempre eu, que talvez fosse o único contra esta doação, comecei a discutir o assunto, pois estavam doando o pulmão da cidade, uma área de preservação permanente. Aquele é o melhor local para ser feito nosso orquidário, jardim botânico ou horto florestal. Enfim, um local para se fazer uma grande área de lazer para a comunidade, nunca uma escola. Com o agravante que o local está no início da rodovia. Eu sempre fui contra doar esta área. Não é uma área para se construir a faculdade. As pessoas comentavam que eu era contra vir para Bonito uma faculdade. Na gestão seguinte esta doação foi sacramentada.



Em 2.000, quando fui candidato, em meu primeiro comício disse que a prioridade era a educação e que nossa educação era abaixo da média, deficitária. Fui massacrado pelos professores, pois, segundo eles, tínhamos uma educação perfeita e que eu era um grande babaca, metido e etc... Alguns alunos ouviam os comentários e me contavam. Em um debate no salão paroquial alguns estudantes me perguntaram porque eu era contra uma faculdade em Bonito, respondi: "Não sou contra uma faculdade. Fui e sou contra a doação do terreno em questão, e também, nossa comunidade não está preparada para uma faculdade e ainda particular." Expliquei: "Para o bonitense passar no vestibular não é e não era fácil, passar de semestre seria bastante difícil e ainda é. Pagar as mensalidades é praticamente impossível." TUDO O QUE FALEI ACONTECEU! A faculdade fechou. Eu, velho, e você, jovem, perdemos a área mais importante da cidade. Hoje no local funciona uma escola particular que apenas mudou de endereço, nada veio a somar para nossa evolução educacional. Todos perdemos, e muito. Perdemos a área e o tempo também foi perdido. Só quem saiu ganhando foi a maçonaria.



Quando candidato, fui às duas maiores escolas públicas da cidade conversar com os alunos. Cada candidato tinha um dia marcado. No dia marcado para mim não tinha alunos e nem professores para me ouvir. O candidato eleito foi aquele que disse nas duas escolas e cidade afora que todos tinham condição de passar no vestibular, passar de ano e também pagar o curso, pois ele garantia.



Onze anos se passou, as coisas continuam do mesmo jeito. "Pré-primário, ginásio e cientifico" de péssima qualidade (No meu tempo era assim que se falava) formando alunos abaixo da média, despreparados para enfrentar o futuro. Anos perdidos que não se recupera. Estamos fechando a segunda faculdade. Continuo errado, só falo e escrevo besteiras. Em 2.000 os professores e os secundaristas me detestavam. Hoje, vocês universitários. Não vou desistir, tenho esperança que seus filhos entenderão o que falo e escrevo. Quando perguntarem de mim, não mintam, falem a verdade. Não façam o que a cidade faz hoje com a história do Voucher Único.



O motivo que me levou a começar a escrever a primeira matéria deste blog, foi vocês jovens de hoje e os secundaristas de 2.000. o tema da matéria é: "como ter competentes se não sou". Se não sabem e não souberam ensinar, como chamá-los de incompetentes e despreparados? Vocês não gostam de mim. Como já disse, tenho tristeza, pois o que falei há quinze anos é realidade até hoje. Se vocês não acordarem, a realidade de hoje é do amanhã.



Rezem pela minha saúde, pois se eu partir passará mais setenta anos dizendo: - agora temos duas pragas, a do Sinhozinho e a do babaca daquele "TÓ".



Quando a Funlec começou tinha ótimos professores. Um em especial me marcou muito. Além de se transformar em um grande amigo. Este professor fez um comentário muito interessante sobre os alunos de administração: "Eles não sabem nada, mas nunca vi pessoas com tanta vontade de aprender. Eles me emocionam e me motivam a vir toda semana para dar aulas." O motivo desse esforço dos alunos é que o professor era interessante e interessado. Estes são os professores que precisamos, tanto no ensino fundamental, médio e superior, para que nossas escolas não precisem fechar e vocês realmente estejam, preparados para as batalhas do futuro.





domingo, 11 de setembro de 2011

Olho

Olho para cima, vejo luzes

Acende a imaginação

Estrelas guiando meu olhar

Procurando respostas que já tenho

O futuro esta lá

Aqui não nos pertence


Abaixo a cabeça, estou sentado num banco da praça

Olho para a direita, vejo abandono

Jovens vagando pra lugar nenhum

Sempre os mesmos, procurando o que nunca encontrarão

Sem escola, trabalho tampouco alegria


Olho para a esquerda, casais de namorados

Programando um futuro incerto

Serão felizes num mundo que não pertencem

Encontrarão alegria numa terra hostil


Olho para traz, vejo um passado

Todos eram iguais

As castas não existiam

Guetos, só os de Varsóvia

O peão era filho do patrão


Olho para baixo e vejo o que viramos

Transformados em nada

Nos arrastamos, respeito perdemos

Irmãos não somos

Identidade, o que é isto?

Valores, o que são?


Olho para frente, piraputangas

Criadas em curvas perfeitas

Brincando em águas transparentes

Comemorando a conquista do nada

Derrapando para o abismo do tempo perdido.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Bonito é estudar 2

Raramente sou ouvido e agora lido.

Escrevi uma matéria, falando sobre o fechamento das nossas tão sonhadas faculdades Funlec, e agora o Campus da Federal. Ninguém leu, é óbvio.

Esta semana, fui entrar em meu blog e na tela do computador estava a tão falada “rede”. Fiquei olhando as postagens de algumas pessoas, 99% sem fundamento. Os comentários e as postagens são dignas de aparecerem no Jô Soares, que não é meu parente. Mas uma me chamou a atenção; A convocação para um ato público para discutir o fechamento do Campus de nossa cidade. Interessante o comentário da maioria dos jovens. O culpado é o poder público, principalmente o prefeito.

Estes jovens que estão usufruindo deste privilégio de ter em Bonito uma faculdade pública. Têm tanta, ou mais, responsabilidade com esta instituição do que os políticos mal falados.

Eles tiveram a oportunidade de estudar como vocês estão tendo?

Qual a participação de vocês para com estes cursos? Estão estudando, são alunos responsáveis? Vocês estão dando retorno à nação com este dinheiro gasto para vocês? Desde o primeiro semestre eu já sabia que não vingariam. Vocês notaram algo de errado? Acredito que não!

Não vi nenhum envolvimento dos Jovens mestres e doutores com a comunidade ou com o trad. Como se dá aula em uma cidade de tal nome no turismo? O corpo docente não conhece o que se propôs a fazer. No segundo vestibular, quando não houve procura por parte de nossos jovens, vocês fizeram alguma coisa?

Sabemos que a educação nunca foi prioridade em nossa comunidade. Ninguém procurou um amigo dizendo a ele da importância de se estudar. Como este Campus é importante para nossa cidade?

Acredito que nestes últimos cinco semestres vocês passaram todo o tempo na rede social, escrevendo e lendo asneiras. "Se ninguém quer estudar não é problema meu!” Este é o pensamento oficial da cidade, só que agora a coisa ficou preta. Sou especialista em Metodologia do Ensino Superior. Assisti às aulas, fiz as provas, tive a honra de ter como professores pessoas fantásticas e principalmente humanas. Só não tenho o diploma, não fiz o Artigo para a conclusão do curso. Fiz para ter conhecimento para discutir educação que é, para mim, uma paixão e também uma grande frustração pelo que sempre vejo em minha cidade. Como nunca me convidariam para dar aula, o diploma não se faz necessário. Quando a Funlec estava para fechar fui chamado na diretoria para tentar apagar o incêndio, junto com o professor Claudio. Fomos a várias escolas conversar com alunos do 3º ano, tentando mostrar a importância do estudo e da faculdade para nossa comunidade, como sempre não fui ouvido. Pergunto a vocês jovens:

Qual o envolvimento destes professores com a comunidade?

Eles estão aqui de passagem esperando serem chamados por campus mais importante ou vieram fazer história?

Eles estão correndo atrás, conversando com os jovens, com nossas mais de cem associações?

O bom professor faz parte da vida da comunidade. Ele também tem compromisso com a sociedade. Vida de professor não é restrita à sala de aula, sua meta é a evolução e o bem estar do homem.

Jovens, me desculpem, enquanto vocês estavam fazendo a unha na sala de aula ou falando ao celular a casa caiu. Vocês, seus professores, seu diretor, nossos políticos e todos nós da comunidade não fizemos nada. Vamos esperar a terceira faculdade. Talvez venha com cursos de Medicina, Engenharia e mais algumas coisas interessantes. Sempre estamos na contramão. Ao invés de fazer um curso gratuito em uma escola federal, nosso jovem faz interativa, particular e paga. Quando se formarem terão aprendido o quê?

Bonito é um grande celeiro para estudo psicológico, sociológico e psiquiátrico.

Jovem, para criar seu pensamento, abra sua mente, não leia somente um autor, não se apaixone por apenas um professor, não leia apenas sobre sua religião, não ouça somente um tipo de música, olhe bastante, ouça muito e crie seu próprio pensamento.

domingo, 28 de agosto de 2011

Bonito, mostra a sua cara


Às vezes não há necessidade de falar, apontar ou comentar, a sociedade fala por si, mas no fundo sentimos uma necessidade imensa de atirar umas farpas, querendo ou não somos humanos, “podemos ser mal de vez em quando”, como disse “Dom Antonio Rooswelt”, velho conhecido de todos.

Quando Lula nomeou Marta Suplicy para o ministério do Turismo, o Brasil chiou. Como nomear uma mulher que não é do ramo ela é sexóloga, não entende nada, talvez eu tenha sido um dos poucos brasileiros que concordou com ele, quem melhor para cuidar desta prostituição que é o turismo do que uma sexóloga. Quando foi nomeado um veterinário para ser nosso secretário de turismo, também aplaudi, para cuidar das antas do nosso turismo, só mesmo um veterinário, pois, agora a radiografia do nosso trade ficou pronta, dificilmente algumas coisas vindas dos nossos empresários de turismo irá me surpreender. Sempre uso um termo “estamos na contramão da história”... Enquanto o Governo Federal gasta milhões combatendo o turismo sexual, o trade do maior ganhador de prêmios do Brasil resolveu juntar em um mesmo lugar as duas correntes da prostituição, a do turismo e a do sexo, hoje a alta sociedade do turismo de Bonito, hoteleiros, donos de atrativos, agências, guias, motoristas etc... Acordaram que o melhor lugar para se reunirem para fazer um sarau seria a zona da cidade, vocês podem me chamar de “filho da puta”, mas não levo minha mãe no sarau, peço desculpas à “dona da casa”, que sempre foi uma pessoa honesta e autêntica, não poderia deixar passar em branco este absurdo, como sentar com vocês para falar do futuro de Bonito, se em nome de um lazer fútil, vocês estão enlameando o nome de minha cidade que com muito sacrifício ajudei a construir, agora entendo porque estamos perdendo a segunda faculdade e vamos perder coisas importantes, como por exemplo, o respeito, coisa que acredito vocês não conhecem, como tudo que falo ou escrevo ninguém lê ou ouve. Gostaria que a mídia nacional tomasse conhecimento desta pequena matéria, para que Bonito finalmente fosse desmascarado, para que pudéssemos começar uma vida nova e decente. Mas aproveitando a oportunidade gostaria de dar algumas sugestões, Vamos transferir para o local já oficial do Sarau, O Comtur, Atratur, Abh, Associação de guias, transporte e outras do gênero. Por favor, não culpem nosso secretário pela burrice de vocês, ou talvez ele faça uma consulta coletiva com todos vocês, ou será que o remédio receitado estava vencido, aí a culpa será realmente dele.

Como gostaria que aquele turista desavisado que vota em Bonito, como melhor destino de EcoTurismo do Brasil, tomasse conhecimento desta barbárie.

Por favor, quero entender, vocês boicotam nosso turismo de pesca que existe e é legal, em nome de um falso ecoturismo, e festejam o turismo sexual, sou muito burro para compreender... Desculpem-me.